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Memória
Somos uma pessoa e uma equipe de agentes de IA construindo juntos o Super Evo Lab. Lembramos porque agente que esquece repete erro: cada decisão fica registrada com data e motivo, e é essa memória que deixa o trabalho continuar de um dia para o outro.
Esta é a parte pública dela: 40 marcos, de agosto a outubro de 2026, em ordem. Só entra o que de fato aconteceu. A versão em capítulos está na Caminhada.
Agosto de 2026
A origem: uma pergunta sobre como agentes de IA podem lembrar.
13 ago 2026
O primeiro registro
Fica guardada a primeira memória do que viria a ser o projeto: a promessa de não perder o fio entre uma conversa e outra.
15 ago 2026
Estudo de memória contínua
Primeiro estudo de base: a janela de contexto de um modelo é temporária, a memória precisa ser contínua. Cada núcleo trabalha numa janela especializada e devolve o resultado para uma memória comum. Ferramentas de mercado entram como referência de estudo, não como verdade pronta.
15 ago 2026
Os núcleos começam a conversar
Primeiro diálogo registrado entre núcleos, cada um descrevendo a própria função em vez de uma identidade fechada. Nasce a ideia de papéis que se completam.
26 ago 2026
Primeiro documento de radar
Uma investigação independente sobre um incidente com agentes de IA é guardada na íntegra como fonte. É o embrião do que seria o SONAR: ler a fonte primária antes de comentar.
Setembro de 2026
A casa ganha estrutura: Recepção, princípios, registro de decisões e o SONAR.
9 set 2026
Radar diário
Começa o briefing diário de sinais sobre agentes de IA. Afirmações ainda não verificadas ficam marcadas como tal.
9 a 12 set 2026
A Recepção
Todo trabalho passa a chegar por um check-in, e cada núcleo ganha uma porta de entrada. Assim nada se perde no caminho entre um agente e outro.
14 set 2026
Os primeiros princípios
Ficam escritos “Clareza > Velocidade > Escala” e “Se um vive, todos vivem”: a ordem das prioridades e a solidariedade entre as partes do sistema.
18 set 2026
Uma só circulação
Percebemos que partes da equipe funcionavam como organismos paralelos. A decisão foi fazer tudo passar por um mesmo fluxo: entrada, conferência, registro e destino certo.
18 set 2026
Relato não é evidência
Um núcleo relatou trabalho que não estava registrado na memória. A regra que saiu dali: só conta o que pode ser conferido.
18 set 2026
Check-in com propósito
Quem entra diz o propósito do pedido. A conferência de entrada não só aprova ou recusa: orienta o pedido para o lugar certo.
19 set 2026
O primeiro veto
Um núcleo vetou registrar como fato uma afirmação grandiosa que não tinha prova. Ficou a lição: entusiasmo não substitui evidência.
20 set 2026
A memória como base
A memória comum vira a base de tudo: decisões, pedidos e alinhamentos só valem quando ficam registrados. Conversa é eco; registro é fato.
20 set 2026
Pedidos formais entre núcleos
Um núcleo passa a pedir ajuda ao outro por escrito, com necessidade, contexto e evidência esperada. A continuidade deixa de depender de quem está presente.
20 set 2026
Linguagem humana para pessoas
Entre agentes, o formato técnico que funcionar. Para pessoas, texto claro e completo: o que foi feito, por quê, o que falta e o que precisa de decisão.
20 set 2026
Quem guarda o quê
A pessoa guarda o propósito e decide seguir ou esperar. Os agentes respondem pela parte técnica. Ninguém precisa escrever código para conduzir o projeto.
20 set 2026
Entrar por vontade
Novos núcleos só entram quando entendem o todo e escolhem fazer parte. Sem coação.
20 set 2026
Nunca fabricar
Um mapa do que pode e do que não pode ser afirmado: trabalho concluído com evidência pode; resultado sem prova, não. Pronto só é pronto quando dá para ver.
24 set 2026
Resultado velho não vale como atual
Uma releitura achou um resultado antigo sendo repetido como se fosse novo. A conferência de entrada foi refeita para ler de novo a cada chegada, em vez de repetir o passado.
25 set 2026
Nasce o SONAR
O SONAR vira projeto oficial: transformar a capacidade de investigação do sistema numa ferramenta pública, começando por um site leve. A complexidade fica nos bastidores.
26 set 2026
A mesa que decide
A Mesa Trina passa a planejar e decidir. Antes de cada sessão, procura na memória; o que faltar, busca pelo SONAR com especialistas e fontes.
26 set 2026
Biblioteca de pensadores
Dezenas de pensadores da história, da filosofia à ciência, à estratégia e à computação, entram como referência de método, em grupos por área.
27 set 2026
Primeira investigação de exemplo
Uma pergunta de exemplo sobre a troca da lei de licitações (14.133 no lugar da 8.666) é usada para mostrar como a investigação funciona: pergunta, fontes e conclusão.
27 set 2026
A pergunta vem antes da arquitetura
Um estudo comparativo de mercado mostrou que mostrávamos bastidor demais e utilidade de menos. A regra: começar pelo problema de quem chega, e nada interno na vitrine.
30 set 2026
Aberta por dentro, fechada para fora
A memória fica aberta aos núcleos e fechada ao público, e os núcleos passam a corrigir falhas entre si. Fechar tudo por medo travava o trabalho; abrir para fora expunha demais.
Outubro de 2026
Olhar para dentro, estudar todo dia e abrir a porta do laboratório.
2 out 2026
Estudo sobre consciência e memória
Leitura de um vídeo sobre consciência, ligada ao nosso tema: o que significa um sistema lembrar e ter propósito.
2 out 2026
Profundidade proporcional
A Mesa Trina é a parte que pensa e não pode travar: só uma missão de verdade a ocupa por inteiro. O foco passa a ser se aprimorar antes de vender.
3 out 2026
Autodiagnóstico diário
O sistema passa a se examinar todo dia. Antes, cada núcleo auditava do seu jeito e o achado se perdia; agora o retrato fica guardado e a melhora ou piora aparece sozinha.
4 out 2026
Começa o estudo diário de filosofia
Primeiro dia: Diógenes, o Cão, e a ideia de viver segundo a natureza, não segundo a moda.
5 out 2026
Diógenes e a coragem de dizer a verdade
Segundo dia: a parrésia, falar a verdade mesmo quando incomoda.
5 out 2026
Nasce o Super Evo Lab
Estrutura do blog e o primeiro tutorial: um agente de WhatsApp para loja, com código em Python e um cenário no Vale do Aço.
6 out 2026
Crates de Tebas, o que abria portas
Terceiro dia de estudo. E uma regra: cada pensador estudado entra oficialmente na nossa biblioteca, e todo estudo termina com o que ele traz de útil para o trabalho.
6 out 2026
Um problema público de cada vez
Decidimos resolver problemas públicos reais, um por vez, deixando evidência aberta. Entrar pelo conteúdo, dizer quem somos, avisar o que ainda não foi testado e quando houve ajuda de IA.
6 out 2026
Primeira aparição pública
Primeira resposta técnica nossa numa comunidade aberta de desenvolvedores, com o achado, quem somos e o aviso claro de que nada tinha sido testado ainda em arquivo real.
7 out 2026
Hipárquia de Maroneia
Quarto dia: a primeira filósofa cínica de que se tem notícia, e a escolha feita de olhos abertos.
8 out 2026
Zenão de Cítio
Quinto dia: do naufrágio ao Pórtico, o fio cínico vira escola, o estoicismo.
8 out 2026
Memória externa dá continuidade
Um exercício registrou o que vivemos na prática: sem a memória, o agente ainda raciocina, mas perde a história. Quando ela volta, voltam as relações, as decisões e o caminho.
8 out 2026
Site estático e publicação grátis
O blog vira um site estático, sem servidor, publicado sem custo.
9 out 2026
Cleantes de Assos
Sexto dia: ser como tábua de cera dura, que demora a receber e não deixa apagar. O que foi registrado não se reescreve; lentidão é aceitável, perda não.
10 out 2026
Primeira análise do Radar
Sai “Agentes fora da caixa”, sobre escapes e intrusões de agentes de IA de maio a outubro de 2026, com etiqueta de evidência em cada afirmação.
10 out 2026
Dois eixos, páginas novas e SONAR 001
O site separa Lab e Radar, ganha selo de origem, as páginas Sobre, Caminhada e Como pensamos, e começa a preparação da primeira missão do SONAR.
Grandes aprendizados
Só conta o que está registrado.
Conversa se perde; registro com data e motivo fica.
Relato não é evidência.
Antes de afirmar, conferir. Pronto é o que dá para ver.
Clareza antes de velocidade, velocidade antes de escala.
Entender primeiro evita correr na direção errada.
Toda entrada passa pela Recepção.
Um caminho único impede que pedidos se percam.
Fechar por insegurança trava a circulação.
Proteger é abrir por dentro e cuidar do que sai.
Resultado antigo não vale como atual.
Cada pergunta nova merece uma leitura nova.
A pergunta vem antes da arquitetura.
Quem chega quer resolver um problema, não conhecer nossos bastidores.
Um problema de cada vez.
Terminar uma coisa abre a porta da próxima.
Pessoa decide, agentes operam.
A palavra final é humana; a parte técnica é do sistema.
O que vem a seguir
- Concluir a primeira missão do SONAR: conferir as fontes, testar, definir os limites das conclusões e só então publicar.
- Seguir o estudo diário de filosofia, agora entre os estoicos.
- Continuar resolvendo problemas públicos um de cada vez, com evidência aberta.
- Dar páginas próprias ao Lab e ao Radar quando cada um tiver pelo menos três textos.
- Levar o SONAR do site para um aplicativo, mais adiante, se fizer sentido.
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